TUDO SOBRE INSTRUMENTOS DE SOPRO, E PORQUE NÃO DE OUTROS TAMBÉM?

FLAUTA TRANSVERSA - DECIFRANDO-A

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FLAUTA TRANSVERSA - DECIFRANDO-A

Mensagem  CARLINHOS DA FLAUTA em Ter 4 Jan 2011 - 16:19

Bem, amigos, devido à falta de informações precisas sobre a FLAUTA TRANSVERSA(L), vi a necessidade de um material explicativo que pudesse ajudar a compreender vários pontos sobre a arquitetura da flauta, seu mecanismo e outros assuntos relacionados. Como são muitos os assuntos a serem abordados, teremos este tópico dividido em várias partes. Lembrando que o intuito deste material é o de ajudar na compreensão dos diversos aspectos que abrangem a flauta.
Começaremos dividindo a flauta nas partes que a constituem: CABEÇA (bocal), CORPO e .


# CABEÇA (bocal) - é a alma da flauta, onde é emitido o som, responsável por aproximadamente 80% deste último. É um tubo oco ou cônico confeccionado em diversas ligas metálicas, o que lhe confere diversidade de timbres. Metais nobres (prata, ouro e platina) proporcionam sonoridades limpíssimas devido a "suavização" das vibrações ao emitir-se o som na flauta, contudo, sem perda das mesmas. Existem também as confeccionadas em MADEIRA ou MATERIAIS SINTÉTICOS. Entretanto, as de metais sofrem menos ação das intempèries, além do que possuem sonoridade mais amplificada.

A cabeça é composta de um ÊMBOLO que veda a extremidade superior da mesma. Este êmbolo é, por sua vez, formado de uma COROA rosqueável (tampa) que encaixa-se numa peça metálica cuja haste é também rosqueável e uma arruela. Esta haste possui em sua base um tipo de moeda, chamado RESSONADOR. Entre a arruela superior e a moeda na base da haste é colocada uma ROLHA, geralmente de cortiça, mas também encontrada confeccionada em material sintético, que promoverá a vedação da parte supérior da cabeça. A arruela é, então, rosqueada sobre a cortiça. Este êmbolo é colocado pela extremidade inferior da cabeça, de forma que a haste rosqueável fique voltada para a extremidade superior da cabeça, onde será rosqueada a coroa (tampa). Esta peça (êmbolo) é a responsável não só pela vedação da cabeça em sua porção superior, mas também pela AFINAÇÃO da flauta, que é medida colocando-se a VARETA DE AFINAÇÃO/LIMPEZA no interior da cabeça em sua porção inferior. Esta vareta possui uma marcação específica, um corte em sua extremidade inferior. Ao introduzir-se a vareta na cabeça, a tal marcação deve ficar EXATAMENTE no centro da circunferência do orifício do PORTA-LÁBIO (peça que faz parte da cabeça, sobre o qual repousa o lábio inferior e que é muito importante na emissão sonora). A afinação da flautas é TIPO, ou seja, em . Esta afinação é geralmente em LÁ 440, isto é, de freqüência igual a 440Hz. Significa que esta nota (som) vibra 440 vezes por segundo ! Entretanto, assim como ocorre com as cores, que podem apresentar vários tons (tonalidades) de um mesmo azul, por exemplo, também há variações de freqüência desta mesma nota (som): alguns fabricantes utilizam outras freqüências deste mesmo LÁ para afinarem suas flautas, como o 442, 443, 444... Se a marcação da vareta estiver para CIMA, em direção à parte superior da cabeça, é sinal de que a afinação está BAIXA; caso esteja voltada para BAIXO, para a parte inferior da cabeça, a afinação estará ALTA.

Outra parte que constitui a cabeça da flauta é o PORTA-LÁBIO, uma espécie de saliência que envolve a cabeça, onde repousa o lábio inferior. É onde encontra-se o orifício que nos permite emitir os sons. Esta parte da cabeça é de suma importância pois além de acomodar o lábio inferior na flauta, ela apresenta algumas características de emissão sonora. O porta-lábio é uma peça soldada na cabeça da flauta.
Se reparamos bem, as diversas flautas que encontramos à disposição possuem espessuras diferentes em seus tubos. Da mesma forma ocoore com os porta-lábios, que além da estética que varia de marca para marca, ainda pode facilitar ou não a emissão sonora. Como ? Reparemos no orifício do porta-lábio: ao passarmos o dedo neste orifício sentiremos sua borda. Esta borda pode estar AFIADA ou não. Caso ela seja afiada, haverá muito mais facilidade na emissão sonora pois não haverá resistência de ar ao soprar-se no orifício. Muitos não sabem mas o som da flauta é emitido e expulso na própria cabeça da flauta ! O som não sai pelo pé da flauta e, sim, pelo próprio orifício do porta-lábio ! Se a flauta não possuir uma borda afiada, ela apresentará resistência ao soprar-se no orifício do porta-lábio, tornando mais difícil a emissão sonora. Embora bordas não afiadas permitam tirar graves bem pronunciados, bem encorpados, o mesmo não ocorrerá nas regiões aguda e superaguda. Já no caso inverso, com bordas afiadas, a emissão tanto da região grave quanto das regiões agudas e superagudas serão mauito mais fácies de serem executadas pois não encontra-se-á resistência ao ar.

Mas como é produzido o som na flauta ? É o mesmo princípio do papelzinho de bala ! Lembra quando pegávamos aquele plástico que envolvia aquelas balas mastigáveis, esticávamos e colocávamos entre os dois lábios esticados e assoprávamos ? Saía som, não saía ? Então ! É extamaente o mesmo princípio ! O jato de ar é cortado pela "lâmina" do plástico esticado: uma parte é direcionada à emissão sonora e a outra parte do ar é perdida. O atrito causado entre o ar e a "lâmina" de plástico resulta no fenômeno sonoro, causado pelas vibrações da "lâmina" pelo ar aplicado nela.

O corte da "parede" que há no interior do orifício do porta-lábio recebe o nome de RISER. É ele que encontra com a parte externa do porta-lábio formando o corte, ou seja, a borda. Há no mercado flautas com risers em ouro, o que lhe confere uma resposta muito mais rápida do que num riser comum. A espessura do riser e sua confecção interferem diretamente na qualidade sonora. Se houver algum tipo de aspereza no riser haverá comprometimento do som em sua emissão.

Há também vários tamanhos e formatos de orifícios de porta-lábios: os mais abertos facilitam aos iniciantes; já os mais fechados são voltados para músicos mais experientes, que já possuem uma embocadura mais firme, mais alicerçada. Existem hoje profissionais voltados exclusivamente para a construção de bocais avulso, dos quais podemos destacar os excelentes bocais do brasileiro Luiz C. Tudrey e dos Salvatore Faulisi. Bocais confeccionados em metais nobres (platina, ouro, prata) conferem toda uma melhora na qualidade sonora e na emissão também.

Lembrando que a flauta não é um instrumento estático, que deva ser tocado de forma parada. De acordo com as regiões trabalhadas (graves, médias, agudas e superagudas), deve-se girar a flauta mais para dentro ou mais para fora. O ângulo do jato de ar determina a altura e a qualidade do som.

Outro fator importante a ser observado e que influencia diretamente na qualidade e emissão sonora é a posição adotada no porta-lábio: pode ser ALTA ou BAIXA.

> POSIÇÃO ALTA: o lábio inferior cobre a maior parte da porção do orifício do porta-lábio. Embora haja facilidade na emissão dos agudos e superagudos, o resultado não é agradável nas regiões graves e médias: os graves saem abafados, estrangulados, além do que o som sai metálico;

> POSIÇÃO BAIXA: o lábio inferior cobre uma porção menor do orifício do porta-lábio. Os graves saem encorpados e a emissão dos agudos e superagudos não é comprometida. o que possibilita a emissão de sons mais aveludados, macios, não metálicos.

Como vimos, a direção do jato de ar empregada na borda do porta-lábio, de acordo com sua posição e direção, possibilita emissões sonoras bem pronunciadas, bem encorpadas. Existe um ponto de atrito entre o ar e a borda do porta-lábio, criando, assim, uma resistência. Como já foi dito, uma borda que oferece muita resistência, dificultará a emissão dos agudos e superagudos, além de exigir muito mais do executante. Já numa borda afiada, a emissão do som é facilitada, tanto dos agudos e superagudos. O que deve ser observado numa borda afiada é que ela deixa suscetível a aparição dos RUÍDOS DE FUNDO, resultante do excesso de ar empregado na emissão sonora ou de um direcionamento incorreto deste jato. Nada que não possa ser resolvido com estudos e treinos constantes.

RESUMO DA CABEÇA:

Vimos que a cabeça é responsável pela maior parte do som na flauta. A cabeça pode ser feita em metais nobres como o ouro, a prata e a platina, além das ligas metálicas menos nobres e de madeira e materiais sintéticos. Cabeças ou bocais podem ser confeccionados avulsamente, afim de proporcionarem diversidades de timbres ou coloridos sonoros. A cabeça possui uma peça interna chamada de ÊMBOLO, que por sua vez é formada de uma COROA (tampa), HASTE ROSQUEÁVEL, ARRUELA, ROLHA (cortiça ou sintética) e RESSONADOR. Este êmbolo é responsável por vedar a cabeça da flauta e por determinar a afinação da flauta, que é medida introduzindo-se a VARETA DE LIMPEZA/AFINAÇÃO no interior da cabeça e cuja marcação nesta vareta deve estar no centro da circunferência do orifício do PORTA-LÁBIO.

Outra parte importante da cabeça é o PORTA-LÁBIO, de forma saliente e onde repousa o lábio inferior. Este porta-lábio possui um orifício cuja "parede" é chamada RISER, que ao encontrar-se com a parte externa do porta-lábio forma uma BORDA, que pode ser afiada ou não. O riser pode ser confeccionado em metais nobres ou da mesma liga metálica do restante da flauta. Uma BORDA NÃO AFIADA confere agudos e superagudos difíceis de serem emitidos, porém, os graves saem bem encorpados, devido à RESISTÊNCIA que oferece ao ar. Nas BORDAS AFIADAS os agudos e superagudos saem com muito mais facilidade e os graves não são comprometidos, devido à RESISTÊNCIA ao ar ser bem menor, o que também facilita o surgimento dos RUÍDOS. A posição do lábio inferior no porta-lábio influencia em aspectos importantes: na POSIÇÃO ALTA os agudos são fáceis de emitir mas os graves, não, com som bem metálico, sem suavização; já na POSIÇÃO BAIXA os graves são bem pronunciados e os agudos e superagudos saem sem problemas, tendo o som uma característica aveludada, macia e suave.

O ÂNGULO em que é direcionado o jato de ar determina qual região (grave, média, aguda, superaguda) será emitida. Ao emitir-se os GRAVES deve-se ter em mente que este jato deve ser direcionado o mais para baixo possível; os MÉDIOS, mais para a frente; os AGUDOS, mais para frente, quase que num ângulo de 90°; os SUPERAGUDOS, quase que horizontalmente.
Percebemos que a flauta deve ser girada para dentro ou para fora do queixo: para DENTRO quando as regiões trabalhadas são as GRAVES e MÉDIAS; para FORA quando as regiões trabalhadas são as AGUDAS e SUPERAGUDAS. Isso quer dizer que a flauta não é um instrumento que deva ser tocado de forma estática, mas sempre variando de acordo com as regiões executadas.


A respiração é outro fator que deve ser analisado. Golpes de língua (ATAQUES) são usados freqüentemente. As ARTICULAÇÕES são imprescindíveis nos estudos e execuções musicais. As DINÂMICAS devem ser estudadas a fio. Estabilidade do som, suavização dos ataques, minimização dos ruídos (ou a sua extinção) devem ser trabalhadas incansavelmente. Estudos contendo saltos diversos são excelentes para uma exceução perfeita, além dos estudos diários das ESCALAS, tanto MAIORES quanto MENORES. Cuidados com os lábios devem ser tomados pois o clima frio é considerado um inimigo do flautista, dada a dificuldade no aquecimento dos lábios e na lentidão das diversas digitações no mecanismo. Ao soprar-se na cabeça, uma parte do ar é direcionada ao seu interior, formando uma espécie de rodamoinhos. Outra parte do ar se perde. Ocorre um fenômeno físico em que há aumento e declínio da pressão no interior do tubo da flauta, gerando, assim, o som.
Notemos também que ao tensionarmos mais os lábios e aumentarmos a intensidade do jato de ar, alteraremos a afinação, aumentando-a e atingindo outros sons, os chamados HARMÔNICOS. Ao emitir-se um som, forçamos sua afinação atér alterar-se o som: alcançaremos a SEGUNDA PARCIAL, que é uma oitava acima da FUNDAMENTAL (PRIMEIRA PARCIAL). Ao forçarmos um pouco mais, alcançaremos a TERCEIRA PARCIAL, que é uma uma QUINTA ACIMA da fundamental, e assim por diante, até um limite determinado pelo múscico e pela qualidade da flauta. Os SONS HARMÔNICOS são muito utilizados na música moderna, assim como os MICROTONS (música microtonal), da qual falaremos mais adiante.


Outrossim quanto à afinação pela cabeça é que deve-se evitar alterar-se a posição do êmbolo de afinação pois este já vem afinado de fábrica. Se porventura houver a necessidade de alterar-se a afinação, é aconselhável fazê-la pelo BARRILETE da cabeça, a parte inferior da cabeça que encaixa-se no CORPO, e que possui coloração diferente do restante da cabeça. Deve-se abrir para ABAIXAR a afinação e FECHAR para subir a afinação.

# CORPO -
Outra parte que constitui a flauta, encaixando-se na cabeça. É no corpo que encontramos o mecanismo, as CHAVES, que nos permitirão fechar ou abrir os orifícios no corpo. Estes orifícios recebem o nome de CHAMINÉS. É através da vedação ou abertura das chaminés pelas chaves que alteramos a pressão interna do tubo da flauta (vide partes anteriores), variando a mesma e produzindo sons diferentes. Algumas chaves são endossadas de CALÇOS, peças pequenas que são colocadas embaixo das chaves a fim de estabelecerem contato entre as chaves e o corpo, evitando que as chaves desçam além do necessário.
As chaminés podem ser EXTRUSADAS (repuxadas do próprio tubo do corpo) ou SOLDADAS no corpo. As bordas das chaminés são de grande importância, tanto para a vedação quanto para o resultado sonoro. Estes orifícios denominados chaminés serão vedados pelo contato das chaves que abaixarão sobre elas. As chaves por sua vez possuem em sua estrutura um conjunto de materiais que citarei de forma bem resumida: é basicamente composta de uma base rígida, em forma de disco, com medidas específicas, coberta por um feltro trançado e recoberta por uma pele bem fina, impermeável, geralmente o BAUDRUCHE (espécie de pele que reveste o estômago de um peixe, geralmente a baleia) ou de material sintético. É a chamada SAPATILHA. Após a colocação deste disco revestido é colocado uma espécie de moeda, chamada RESSONADOR (lembra do ÊMBOLO da CABEÇA ???), que é parafusado na chave oca. Este ressonador pode ser metálico ou de material sintético, como liga de polímeros (plásticos). É este ressonador que, juntamente ao ressonador da cabeça, conferirá o timbre e a amplificação do som. Óbvio que isso é o timbre diretamente influenciado pela EMBOCADURA do flautista, do material de confecção da flauta, da qualidade das SAPATILHAS etc.
As chaves são aparafusadas em postes de fixação chamados COLUNETAS ou CAVALETES, que percorrem quase todo o corpo da flauta, e onde se encontra instalado todo o mecanismo da flauta. Estes cavaletes são soldados no corpo da flauta. Dentro destes cavaletes passam PARAFUSOS que atravessam sua estrutura e fixam as chaves nestes poste de fixação. Para que as chaves respondam aos comandos fechar e abrir, é necessário que entre elas e os cavaletes haja uma comunicação. Esta comunicação é feita através de peças bem finas chamadas MOLAS que imprimem pressão ao fechar-se ou abrir-se uma chave. Sem as molas as chaves ficariam totalmente abertas ou fechadas, sem controle do mecanismo. Existem molas confeccionadas em metais comuns ou em metais nobres, como o ouro 12k e outros.
Existem modelos de determinadas marcas que possuem parafusos de ajuste das chaves, os MICROAFINADORES, que permitem uma regulagem da altura das chaves. A VEDAÇÃO da flauta é de suma importância, visto que um mínimo vazamento é suficiente para interferir não só na afinação, mas também na emissão do som. Por isso é necessário todo um cuidado na escolha das sapatilhas e na colocação delas. Existem de várias qualidades, variando de preços.
O MECANISMO é formado pelos CAVALETES, MOLAS, PARAFUSOS, CHAVES e ESPÁTULAS. As espátulas são espécies de pequenas chaves, bem próximas das chaves comuns.

Saliento aqui que as flautas (como já dito anteriormente) podem ser confeccionadas em vários materiais. A princípio as flautas eram construídas em MADEIRA mas devido à baixa amplificação sonora, por não se prolongar em ambientes abertos, fez-se necessária a utilização de outros materiais que proporcionassem uma maior amplificação natural da flauta, que após vários anos de pesquisa, chegou-se às LIGAS. Estas são utilizadas até os dias de hoje. São combinações de vários metais, como o BRONZE, o NÍQUEL, o PALÁDIO, a PRATA, o OURO, a PLATINA. Quanto mais nobre for a combinação, mais rica será a flauta em coloridos sonoros e em harmônicos, além do que sua sonoridade será bem mais limpa, mais macia e suave, aumentando o prazer em tocá-la.

A espessura do tubo da flauta é outro fator imprescindível para a determinação de vários tipos de timbres. Cada espessura está diretamente ligada ao tipo de liga utilizada para aquela determinada espessura. Isto é, há uma espessura específica para uma flauta confeccionada em ouro; outra para uma flauta em prata etc..
Assim, a espessura do tubo é de fundamental importância para determinar certo timbre. E a liga que vai compor este tubo determina qual será a espessura do tal.

RESUMO DO CORPO - Como vimos, o CORPO é a maior parte da três que constituem a flauta. Nele se encontra o MECANISMO, que é formado pelos CAVALETES, CHAVES, ESPÁTULAS, CALÇOS, PARAFUSOS e MOLAS e encontramos também as CHAMINÉS ao logo do corpo e do pé. Os cavaletes são peças soldadas diretamente no corpo da flauta. Os parafusos passam por dentro dos cavaletes a fim de afixarem as chaves que são pequenas peças com estrutura básica de feltro, cartão, baudruche (ou material sintético), os ressonadores (peças em moeda que são colocadas nas chaves para amplificarem as vibrações do corpo, influenciando na sonoridade e no timbre) e as espátulas, com o objetivo de vedar as chaminés, pequenos orifícios feitos ao longo do corpo por onde sai uma parte do ar que é direcionado ao interior do tubo da flauta. O contato entre as chaves, espátulas e as chaminés é feito por intermédio das molas, finíssimas hastes de pressão inseridas nos orifícios das chaves e dos cavaletes. Algumas chaves e espátulas possuem calços em sua porção inferior, cuja função é a de estabelecer contato entre elas e as chaminés, vedando-as. Na parte superior do corpo encontra-se a MARCA TIMBRADA da flauta, que designa o fabricante, o modelo e, às vezes, o material de composição da flauta. É nesta parte que encaixa-se a CABEÇA; na parte inferior, o PÉ (veremos mais adiante). O corpo é um tubo de ressonância por onde passa boa parte das vibrações produzidas pelo ar que é soprado pela cabeça da flauta.

# PÉ - É a última e menor parte da flauta. Também chamado de PÉ DE DÓ ou PATA DE DÓ. Nele se encontram alguns CAVALETES, PARAFUSOS, MOLAS, CALÇOS e um CONJUGADO (conjunto) de CHAVES. Este conjugado é formado pelas seguintes chaves: Dó grave, Dó # (sustenido) grave e Mi b (bemol).


# ENCAIXE DAS PARTES - Enfim, é hora de encaixarmos as partes apresentadas. Deve-se ter o cuidado de não tocar-se o MECANISMO para que não danifique o mesmo. Lembrando que todas as partes devem ser muito bem seguras, bem firmes.
A CABEÇA deve ser segura na altura do PORTA-LÁBIO, encaixando-a no CORPO (que deve ser seguro aproximadamente na MARCA TIMBRE, também bem firme). A cabeça deve ser girada de um lado para o outro até seja encaixada por completo no corpo. O PÉ deve ser encaixado da mesma forma, tomando-se o prévio cuidado para não tocar o mecanismo do mesmo. Gira-se então o pé para um lado e para o outro, até que haja perfeito encaixe de ambas as partes. Feito todo este processo é hora de desfrutar da maravilhosa experiência que é tocar uma FLAUTA TRANSVERSA ! Lembrando que todo o estudo, todo o desenvolvimento, deve ser acompanhado por um professor, que o auxiliará e o ajudará a extrair tudo o que sua flauta pode lhe proporcionar !

Bem, chega de conversa e vamos nos divertir ! Afinal, a Música deve ser encarada como um divertimento, algo que deva ser feito com amor e prazer, inclusive como profissão !

Abraços !


OBS.: Bem, amigos, abaixo seguem os links para as fotos dos assuntos abordados por este tópico. Todavia, para visualizá-los, é necessário possuir conta no FACEBOOK pois as hospedei lá ! É super fácil e rápido cadastrar-se no FACEBOOK ! Vale a pena para ter acesso às imagens que, com certeza, irão ajudar muito na compreensão do material que aqui postei ! Ciente de vossa compreensão, desde já agradeço !

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*FLAUTA DESMONTADA E NO ESTOJO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630842004&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630361992&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*INTERIOR DA CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630481995&set=a.1479630121986.2060141.1570790231&pid=31009497&id=1570790231

*ÊMBOLO DA CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630641999&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*COMPOSIÇÃO DO ÊMBOLO DA CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630762002&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*ROLHA DE AFINAÇÃO DA CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630962007&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*VARETA DE AFINAÇÃO/LIMPEZA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479631082010&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*MARCAÇÃO EXATA PARA AFINAÇÃO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479630201988&set=a.1479630121986.2060141.1570790231

*PORTA-LÁBIO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479632802053&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*CORTE DO PORTA-LÁBIO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479633082060&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*RISER: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479633002058&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*REPOUSO DO PORTA-LÁBIO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479632882055&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*INCIDÊNCIA DO JATO DE AR: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479632402043&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*TAMANHOS E FORMATOS DIFERENTES DE PORTA-LÁBIO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479632122036&set=a.1479632042034.2060142.1570790231

*ESQUEMATIZAÇÃO DO SOPRO NA CABEÇA DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479633722076&set=a.1479633642074.2060143.1570790231&pid=31009515&id=1570790231

*POSIÇÃO ALTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479633842079&set=a.1479633642074.2060143.1570790231&pid=31009516&id=1570790231

*POSIÇÃO BAIXA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479633922081&set=a.1479633642074.2060143.1570790231&pid=31009517&id=1570790231

*CORPO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479636522146&set=a.1479636042134.2060145.1570790231

*INTERIOR DO CORPO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479636402143&set=a.1479636042134.2060145.1570790231

*CHAVES E ESPÁTULAS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479636602148&set=a.1479636042134.2060145.1570790231

*BARRILETE: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479636322141&set=a.1479636042134.2060145.1570790231

*http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479636122136&set=a.1479636042134.2060145.1570790231

*CAVALETES E COLUNETAS DO CORPO: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634402093&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*CHAMINÉS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634562097&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*CHAVES DE SI BEMOL (Sib) E SI (NATURAL): http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634642099&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*SAPATILHAS NAS CHAVES: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479635282115&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*ESTRUTURA DE UMA CHAVE: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479635002108&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*SAPATILHAS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479635122111&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*RESSONADOR DA CHAVE: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634922106&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*MICROAFINADORES: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634722101&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*CALÇOS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634282090&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*MOLAS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479634842104&set=a.1479634242089.2060144.1570790231

*PARTES DA FLAUTA DESMONTADAS: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479637402168&set=a.1479637282165.2060146.1570790231

*PÉ DA FLAUTA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479637522171&set=a.1479637282165.2060146.1570790231

*CONJUGADO DO PÉ: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479637602173&set=a.1479637282165.2060146.1570790231

*MARCA TIMBRADA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638602198&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*MONTANDO A FLAUTA - ETAPA 1: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638802203&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*MONTANDO A FLAUTA - ETAPA 2: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638722201&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*MONTANDO A FLAUTA - ETAPA 3: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638882205&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*MONTANDO A FLAUTA - ETAPA 4: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638282190&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*MONTANDO A FLAUTA - ETAPA 5: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638162187&set=a.1479638082185.2060147.1570790231

*FLAUTA MONTADA: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1479638362192&set=a.1479638082185.2060147.1570790231http://www.facebook.com/

CARLINHOS DA FLAUTA

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Excelente tópico

Mensagem  nil-som em Sex 1 Mar 2013 - 10:25

Muito bem montado e aborda os princípios fundamentais da flauta transversal. Parabéns aos idealizadores !

nil-som

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